SAÚDE COLETIVA: Coletânea. No.2, Novembro de 2008. ISSN: 1982-1441
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Síndrome do Pânico

 

 

 

Anthunes Ambrósio CAVALCANTE

Erijackson de Oliveira DAMIÃO

Albério Ambrósio CAVALCANTE

Caroline Teles FIGUEIREDO

Discurso da Literatura sobre a Síndrome do Pânico

 

 

 

 

 

Resumo

 

 

 

A síndrome do pânico vem tendo um enfoque cada vez maior nos serviços de saúde e na mídia, onde esta acomete pessoas jovens, na faixa etária entre 20 a 40 anos. A incidência destes transtornos afeta 22% da população mundial adulta, sendo que destes, 2,8% estão agrupados nos transtornos graves (esquizofrenia, psicose maníaco-depressivo e formas graves de depressão, síndrome do pânico e distúrbio obsessivo-compulsivo) em adultos (STUART; LARAIA, 2002). Este estudo tem como objetivos identificar os fatores de risco para o desenvolvimento da Síndrome do Pânico (SP), através da literatura consultada; analisar o discurso dos autores e proporcionar aos profissionais da saúde subsídios necessários para a prevenção e intervenção precoce diante da presença de possíveis sinais e sintomas da SP. Trata-se de um estudo bibliográfico realizado em bibliotecas, internet, livros técnicos científicos e monografias. Os resultados evidenciaram que no Brasil ainda não existe uma pesquisa que mostre a real incidência de pessoas acometidas com esta síndrome. Espera-se que este discurso possa orientar o trabalho dos profissionais de saúde - mais especificamente dos enfermeiros - no que tange ao desenvolvimento da síndrome e oferecer meios para uma assistência adequada direcionada aos portadores e aos seus familiares.

 

PALAVRAS-CHAVE: Síndrome do Pânico; Fatores de Risco; Intervenção; Prevenção.

 

 

 

 

 

Introdução

 

 

Para muitos estudiosos, conceituar a saúde mental de um indivíduo é uma tarefa complexa e que envolve suas vivências, para (Costa, 2002), a saúde mental, está diretamente relacionada com o bem-estar subjetivo, a percepção da própria eficácia, a autonomia, a competência, a dependência integracional e a auto-realização das capacidades intelectuais e emocionais. Os transtornos mentais em muitas vezes foram vistos como um desvio em relação a um padrão de comportamento preestabelecido, do que seja normalidade, tanto pela sociedade em geral, como pela ciência. Considerando assim desviante, a solução historicamente foi contê-los, institucionalizando-os, destruindo os canais de comunicação com familiares, emprego, dificultando sua reintegração na sociedade (BRASIL, 2002).        

 

Existem algumas hipóteses para determinar as ocorrências dos transtornos mentais, que segundo Reinaldo e Rocha (2002, p.36), “há a hipótese biológica, hipótese do aprendizado, hipótese cognitiva, hipótese psicodinâmica e a hipótese ambiental”. A incidência destes transtornos afeta 22% da população mundial adulta, sendo que destes, 2,8% estão agrupados nos transtornos graves (esquizofrenia, psicose maníaco-depressivo e formas graves de depressão, síndrome do pânico e distúrbio obsessivo-compulsivo) em adultos (STUART; LARAIA, 2002).

Segundo Talbott et al (1992, p. 156-158), “síndrome do pânico é caracterizado por períodos de ataques que podem surgir em qualquer momento do seu dia-a-dia, onde apresentarão e experimentarão o início súbito de medo, terror, apreensão e uma sensação de morte iminente”. Podendo também aparecer de forma lenta e insidiosa, com sentimentos genéricos de tensão e desconforto nervoso, ou pode surgir de forma brusca anunciada pela erupção abrupta de ataques de ansiedade aguda (KAPLAN, 1984).

Um ataque de pânico tem a duração de 5 a 20 minutos; quando alguém tem ataques repetidos, ou sente ansiedade severa sobre ter outros ataques é chamado portador de transtorno do pânico. Ocorre assim, preocupação acerca das conseqüências do ataque ou uma alteração do comportamento por causa do ataque. Devem ocorrer vários ataques no período de um mês, em média três ataques; Um ataque isolado, porém, não caracteriza a crise, a ocorrência de apenas um ataque pode estar associada a outros transtornos mentais, como em fobias específicas, fobia social, transtorno de estresse pós-traumático, como também pode ocorrer com o uso de drogas ou abstinência delas (ALMEIDA, 2006).

Estes ataques podem estar ou não associados com agorafobia, que segundo Almeida, (2006, p. 133-134), “é o medo inesperado de sair ou de estar em locais públicos ou em locais fechados”. Para se definir como um ataque do pânico é preciso pelo menos quatro dos seguintes sintomas: tontura, sensação de insegurança, ou desmaio; palpitações ou freqüência cardíaca acelerada (taquicardia); Tremor, calafrios; Sudorese; Sufocação; Náuseas ou dor abdominal; Despersonalização; Rubor; Dor ou desconforto torácico; Medo de morrer; Medo de ficar louco ou de fazer alguma coisa descontrolada (TALBOTT et al, 1992 p. 193 - 4).

A incidência desta síndrome, de acordo com Griesi (2006), acomete 3% a 4% da população mundial, na maioria jovem, na faixa etária entre 21 a 40 anos, sendo observado um grau de incidência de três mulheres para cada homem. Há também casos incomuns, um pequeno número de casos pode ter início na infância ou após os 45 anos.

O tratamento holístico apropriado do transtorno do pânico (pode incluir tanto a medicina tradicional, a psicologia e outras técnicas complementares) podendo com isso prevenir os ataques ou pelo menos reduzir substancialmente sua severidade e freqüência, trazendo alívio significativo em 70% a 90% das pessoas (GRIESI, 2006).

Considerando que a síndrome do pânico, vem tendo grande ênfase nos últimos anos nos países onde a pesquisa é prioridade para todo profissional de saúde, devido a novos casos surgidos nos diversos campos de trabalho, por ser uma síndrome característica de pessoas perfeccionistas, extremamente produtivas, a nível profissional e por poder acometer profissionais da área de saúde, onde a maioria se enquadra nas características mencionadas acima, principalmente no que se refere, à carga excessiva de trabalho, ocasionando momentos estressantes e não existir um número significativo de trabalhos na saúde mental, referente a este tema e reconhecendo a sua importância nos dias atuais, resolvemos realizar um estudo para analisar o discurso da literatura e contribuir com os profissionais da área sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da síndrome de pânico.

 

Revisão de literatura                  

 

Definição da síndrome do pânico

 

            A Síndrome do Pânico (SP), conforme Scarpato (2007),demonstra que é  caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico. Os ataques de pânico, ou crises, consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos.  Para Gabbard (1998, p. 174-8), a síndrome de pânico:

 é também conhecida como transtorno da angústia ou da ansiedade, e compreende os comportamentos neuróticos nos quais os acidentes neuróticos prevalentes são constituídos pelas manifestações de uma angústia permanente. Aparecendo como que determinada pelo desequilíbrio hormononeurovegetativo.

Gabbard (1998) cita que os ataques de pânico se iniciam geralmente com um susto em relação a algumas sensações do corpo. Estas sensações disparadoras podem ser desde uma alteração nos batimentos cardíacos, uma sensação de perda de equilíbrio, tontura, falta de ar, alguma palpitação diferente ou um tremor e que tem como características crises repetitivas e súbitas de medo com múltiplos sintomas e hiperatividade autonômica (manifestações comandadas pelo sistema nervoso autônomo: taquicardia, boca seca, tremor, etc.).

O Distúrbio do Pânico habitualmente se inicia depois dos 20 anos, há uma pequena diferença na prevalência entre homens e mulheres, portanto, em sua maioria, as pessoas que têm o pânico, são jovens ou adultos na faixa etária dos 20 aos 40 anos e se encontram na plenitude da vida profissional (SCARPATO, 2007).

Bernik (2007) cita que a maioria dos estudos realizados concorda que a prevalência de transtornos ansiosos é, em média, 2 vezes maior em mulheres que em homens (com variação entre 2:1 para o transtorno obsessivo compulsivo e 8:1 para agorafobia, na faixa de 25 a 34 anos.

 

 

 

 

Sintomas ou quadro clínico para o desenvolvimento da síndrome do pânico

 

 

Pacientes com sintomas ansiosos

 

Os quadros ansiosos associados à síndrome do pânico podem ser: ansiedade simples e generalizada e os quadros fóbicos de fobia social; simples; e agorafobia; além dos quadros obssessivos-compulsivos (BALLONE, 2005).

 

 

Pacientes com sintomas somáticos

Nem todos estes sintomas podem estar presentes nas crises, mas alguns sempre estarão. Há crises mais completas e outras menores, com poucos sintomas, podem se manifestar com exuberantes sintomas autossômicos, que são determinados por desequilíbrio do SNA (Sistema Nervoso Autônomo) e/ou com a coexistência de transtornos psicossomáticos, podendo afetar os diversos órgãos ou sistemas, conforme a lista abaixo (SCARPATO, 2007):

 

A - Cardiologia: palpitações, arritmias, taquicardias, dor no peito; que para Gabbard (1998), estas dores são descritas como queimaduras, inchaços, pontadas ou constrições, irradiadas diversamente, lembrando a angina do peito; as crises vasoconstritivas ou congestivas (podem ser generalizadas ou localizadas na face, nos membros, nos dedos) são geralmente acompanhadas de parestesia.

B - Gastroenterologia: cólicas abdominais, epigastralgia, constipação e diarréia; acompanhadas segundo gabbard, de constrição faríngea e o “bolo esofágico“.
C - Neurologia: parestesias, anestesias, formigamentos, cefaléia, alterações sensoriais.
D - Otorrino: vertigens, tonturas, zumbidos.

E - Clínica Geral: falta de ar, bolo na garganta, sensação de desmaio, fraqueza dos membros, falta de apetite ou apetite aumentada.

F - Ginecologia: cólicas pélvicas, dor na relação, alterações menstruais.

G - Ortopedia: lombalgias, artralgias, cervicalgias, dor na nuca.

H - Psiquiatria: irritabilidade, alterações do sono (demais ou de menos), angústia, tristeza, medo, insegurança, tendência a ficar em casa, pensamentos ruins.

I - Respiratório: o primeiro é a dispnéia, que pode ser de todos os tipos e de todos os graus, vai da respiração bloqueada ou suspirosa até a crise asmatiforme e, para alguns autores, até a verdadeira crise de asma alérgica; observa-se também acessos de tosse, soluços, crises disfônica ou mesmo afônicas (GABBARD, 1998 p- 178)

F - Urinário: São as crises de “estrangúria “ ( que são, a tartamudez da bexiga, de senismo vesical, a poliúria, a polaciúria) (GABBARD, 1998 p.174-178)

Alguns desses sintomas estão presentes na crise de pânico, outros na crise de Fobia (principalmente fobia social), outros na dor psicogênica ou nos transtornos somatomorfos. A existência de sintomas físicos em pacientes emocionais exige sempre uma adequada avaliação clínica. Não havendo confirmação clínica e laboratorial de que as queixas físicas representam, de fato, algum transtorno orgânico. Estaremos diante de um quadro chamado somatiforme, caso hajam alterações clinicamente constatadas, como por exemplo, uma hipertensão, taquicardia, úlcera digestiva, etc, estaremos diante do transtorno psicossomáticos associados à síndrome do pânico (BALLONE, 2005).

 

 

Ansiedade Antecipatória

 

Segundo Scarpato (2007), uma das características da SP é a pessoa viver com muita ansiedade, na expectativa constante de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de atividades, passando a viver reclusas em seu ambiente. Podem ocorrer reações fóbicas secundárias, que geralmente estão relacionadas às situações nas quais a pessoa teve as primeiras crises (no elevador, dirigindo, passando por um determinado lugar, etc). A partir daí, a pessoa passa a associar essas situações às crises. Com o tempo, os sintomas do Pânico tendem a ocorrer em outras situações também, mas é muito comum a pessoa continuar a temer situações específicas, que acentuariam o estado de ansiedade, desencadeando novas crises.

Há uma classificação diagnóstica de Síndrome do Pânico com e sem agorafobia, que é um estado de ansiedade relacionada a estar em locais ou situações onde escapar ou obter ajuda poderia ser difícil, caso a pessoa tenha um ataque de pânico. Pode incluir várias situações como estar sozinho, estar no meio de multidão, estar dentro do carro, metrô ou ônibus, estar sob um viaduto, etc. (SCARPATO, 2007).

 

 

O Surgimento da Classificação Científica

 

A primeira classificação diagnóstica oficial de Síndrome do Pânico ocorreu em 1980, com a publicação, pela Associação Americana de Psiquiatria, do DSM III (Diagnostic and Statistical of Mental Disorders, 3rd Edition), atualmente em sua quarta edição (DSM IV) (SCARPATO, 2007).

A síndrome do pânico faz parte dos chamados transtornos de ansiedade, conjuntamente com as fobias (fobia simples e fobia social), o estresse pós-traumático, o transtorno obsessivo-compulsivo e a ansiedade generalizada. É reconhecido também pela Organização Mundial de Saúde (OMS) sendo listado na sua Classificação Internacional de Doenças (CID 10) (SCARPATO, 2007).

 

 

 

Tratamento da síndrome do pânico

 

 

Objetivos

 

Segundo Ballone (2005, p. 08), os melhores resultados são obtidos por um tratamento que contemplem todos estes objetivos; tanto o gerenciamento das crises, a modificação da relação da pessoa com o próprio corpo, a retomada da capacidade de proteção pelo vínculo e a elaboração dos processos afetivos inconscientes que levaram ao pânico:

> Como primeiro objetivo temos, o controle das crises, temos um amplo repertório de técnicas específicas, que envolvem técnicas respiratórias, reorganização das posturas somático-emocionais de ansiedade, técnicas de convergência binocular, atenção dirigida, etc. Todas estas técnicas têm uma forte eficácia ao influenciar os centros cerebrais que desencadearam as respostas de ansiedade e pânico, diminuindo a intensidade das crises. Utiliza o princípio da ação reversa, agindo da periferia para o centro do organismo, como tem sido demonstrado em diversas pesquisas recentes sobre as opções de tratamento para a síndrome do pânico;

> Como o segundo objetivo, temos a integração das sensações corporais, temos exercícios com atenção focada e resignificação das sensações do corpo, reconhecimento da correlação entre as posturas somáticas e os estados psicológicos, o manejo voluntário dos padrões somático-emocionais que mantém o estado de pânico pré-organizado e ativo nos intervalos entre as crises. Estes vários recursos ajudam na familiarização com as sensações do corpo, favorecendo a intimidade com a linguagem somática que organiza a presença no mundo, ensinando à pessoa como influir sobre os seus estados internos e desorganizar os padrões somático-emocionais que mantém a ansiedade e levam ao pânico;

> Como o terceiro objetivo, temos focamos na capacidade de restabelecer e sustentar a conexão profunda nos vínculos. Para isto trabalha-se identificando os padrões de vínculo da pessoa em todas as suas relações significativas. Revemos a história de vida de relacionamentos e ajudamos a reorganizar os padrões de vinculação em direção a relações mais estáveis que possam oferecer uma rede de confiança e trocas afetivas, essenciais para a superação da síndrome do pânico;

> Como o quarto objetivo, temos focado nas situações causais, temos os trabalhos com a história de vida emocional e o mapeamento das transições, crises existenciais e pressões que estavam em processo quando a SP começou. Precisamos atentar também para os fatores contextuais, onde podem contribuir, por exemplo, ambientes e momentos mais estressantes. É fundamental poder identificar os afetos não elaborados que desencadearam as respostas de desconexão e conseqüentemente, precipitaram SP.

 

 

A medicação na terapia da SP

 

            Havendo necessidade do tratamento médico, este deve ser duplamente direcionado: à depressão e à ansiedade. A maioria dos clínicos gerais e especialistas não psiquiatras tem optado, por várias razões, aos ansiolíticos, como primeira opção medicamentosa. Entre as razões dessa escolha estão, principalmente, o hábito e o desconhecimento do manuseio com antidepressivos, juntamente com o fato dos ansiolíticos proporcionarem um efeito imediato, cortando a crise imediatamente. Entretanto, sabendo que a depressão pode estar sendo a base psicofisiológica dos sintomas de pânico e ansioso, o mais correto seria iniciarmos o tratamento com antidepressivos, normalmente associados aos ansiolíticos, na fase inicial do tratamento (BALLONE, 2006).

Segundo Ballone (2005 p. 09), para se estimar um tratamento mais breve ou mais longo para a SP deve-se seguir:

            

 

SUGEREM TRATAMENTO MAIS LONGO

SUGEREM TRATAMENTO MAIS BREVE

 

Personalidade pré-mórbida com traços francamente ansiosos

Sem antecedentes pessoais de ansiedade

História familiar de problemas emocionais

Sem história familiar de problemas emocionais

Abuso de álcool ou drogas para aliviar os sintomas

Presença de importante estressor emocional relacionado ao início da doença

Morar sozinho

Casado(a) ou equivalente

Início em idade avançada

Início em idade mais jovem

Personalidade pré-mórbida com traços de alto nível de preocupação e conseqüência

Personalidade pré-mórbida com traços normais de preocupação e conseqüência

Ausência de consciência de eventual conflito emocional associado à doença

Consciência plena do eventual conflito emocional associado à doença

        

 

Mesmo depois de parcialmente convencido, o paciente continua ainda a recusar o tratamento. Agora o problema são os medicamentos. Uma parte desses pacientes reluta em usar medicamento devido ao próprio medo ocasionado pelo pânico; têm medo dos medicamentos, dos efeitos colaterais, de tudo. Em seguida, relutam ao tratamento medicamentoso pelo estigma de quem usa psicofármacos, aqueles horríveis remédios que “dopam”, “viciam”, etc. (BALLONE, 2005)

 

Técnicas da terapia cognitiva comportamental

 

Relaxamento respiratório e muscular

 

Técnica bastante utilizada nos transtornos ansiosos, inclusive no TP, consistindo em exercícios de respiração e relaxamento muscular progressivo, onde o paciente exercita padrões com inspiração-expiração profundas e padrões com amplas respirações diafragmáticas, proporcionando-lhe senso de controle sobre o próprio organismo (ANDRADE et al 2005 p-38).

 

 

Dessensibilização sintomática

 

O paciente é levado a pensar e tentar vivenciar os sentimentos que o levam a desencadear sintomas que geram ansiedade ou submeter-se a uma exposição direta graduada aos objetos ou situações temidas (ANDRADE et al., 2005).

 

 

Exposição interoceptiva

 

A exposição ocorre quando as respostas específicas, como tonturas, tensão muscular, cabeça vazia, taquicardia e sufocação, são provocadas por meio de exercício cardiovascular, inalações de dióxido de carbono, ações de rodar sobre o próprio corpo e hiperventilar (CRASKE; BARLOW, in GUIMARÃES, 2001 p-340).

 

 

Estratégias cognitivas

 

Segundo Barlow e Craske (1993), a reestruturação cognitiva no que diz respeito ao pânico começou como extensão do modelo cognitivo de depressão de Beck, ou seja, o modelo inicialmente utilizado para o tratamento da depressão foi utilizado especificando a área dos transtornos ansiosos. Consiste na correção da má avaliação de sensações tidas como ameaçadoras.

 

 

 

 

        

 A terapia do A.C.A.L.M.E. –S. E.

        

A estratégia A.C.A.L.M. E-S. E corresponde a uma sigla que representa um treino de oito passos explicados por estes autores: Letra A: Significa aceitar a ansiedade. Letra C: Contemplar as coisas em sua volta em vez de ficar olhando para dentro de si mesmo, deixando acontecer ao corpo o que ele quiser; Letra A: Aja como se não tivesse ansioso. Diminua o ritmo com que faz as coisas, porém, mantenha-se ativo. Letra L: Libere o ar dos pulmões, bem devagar, calmamente, inspirando pouco ar pelo nariz e expirando longa e suavemente pela boca; Letra M: Mantenha os passos anteriores. Letra E: Examine seus pensamentos, pois talvez esteja antecipando coisas catastróficas; Letra S: Sorria, você conseguiu! Merece todo o seu crédito e todo o seu reconhecimento. Letra E: Espere o futuro com aceitação. Livre-se do pensamento mágico de que está livre definitivamente de sua ansiedade.

Registro de pensamentos disfuncionais

 Feilstrecker; Hatzenberg; Caminha (2003 p-55), enfatiza que as tarefas de casa durante as quais o paciente faz o registro de seus pensamentos disfuncionais aumentam a conscientização do paciente sobre o fluxo de pensamentos e as imagens que influenciam seus sentimentos e comportamentos.

 

 

Técnica da distração

 

Recomenda-se segundo Andrade et al, (2005 p-50), estratégias como, sair do ambiente, envolver-se em tarefas domésticas, declamar um poema, iniciar atividades lúdicas com jogos que exijam atenção, ou mesmo iniciar uma conversa neutra com alguém.

 

 

Intenção paradoxal

 

Como exemplo temos indivíduos que experimentam ataques de pânico e medo de morrer, logo são instituídos a “se deixarem morrer”. Após muitas tentativas, freqüentemente descobrem que são incapazes de obter tal resposta e então sua ansiedade diminui. Muitos descobrem o aspecto irracional de suas apreensões, e são encorajados a repetir com freqüência tal ato em determinadas ocasiões, em níveis graduados de situações de pânico ou ansiedade, até que experimentem pouco ou nenhum sintoma (FEILSTRECKER; HATZENBERG; CAMINHA, 2003).

 

 

 

 

Biblioterapia

 

Corresponde ao emprego de material escrito para ajudar os pacientes a modificar seu comportamento, seus pensamentos ou sentimentos: ao lê sobre assuntos sobre seu transtorno, entendendo assim os mecanismos que estão presentes no seu quadro clinico. Além de fazê-los sentir-se menos isolados mediante a consciência de que outras pessoas se encontram com o mesmo problema (COSTA, 1997p- 312).

 

 

 

Metodologia

 

 

Pesquisa bibliográfica, que segundo Rossi (1990), citado por Costa et al (2002), se desenvolve a partir da tentativa de resolução do problema (hipótese), através de referências teóricas encontradas em livros, revistas e literatura afim; e tem o objetivo conhecer e analisar as principais contribuições teóricas existentes na literatura sobre um determinado assunto. E para Fachin (1993), apud Costa et al, (2000), diz respeito ao conjunto de conhecimentos humanos reunidos em obras, tendo como base fundamental conduzir o leitor a determinado assunto e à produção, coleção, armazenamento, reprodução, utilização e comunicação das informações coletadas para o desempenho da pesquisa.

O estudo foi realizado no período de novembro de 2006 a junho de 2007, em bibliotecas das universidades (UEPB, UFPB, UFCG); Internet; livros técnicos científicos; e monografias.

A amostra foi composta pelos achados no discurso da literatura sobre a Síndrome do Pânico (SP), com ênfase nos fatores predisponentes, quadro clínico, diagnóstico, tratamento e prevenção; na perspectiva de aprofundamento sobre o tema.

Por tratar-se de uma pesquisa bibliográfica, o projeto da mesma não foi submetido ao comitê de Ética da Universidade Estadual da Paraíba.

            Os dados foram coletados através de artigos publicados em Internet, Monografias; e citações de Livros Técnicos.

            Os dados foram discutidos através da comparação da fala dos autores e discutir o seu conteúdo, na perspectiva de contribui com enfermagem em saúde mental e com a saúde como um todo.

 

 

 

 

 

 

 

 

Resultados e Discussão

 

 

A definição da síndrome do pânico, segundo os autores pesquisados:

 

           

Para Gabbard (1998, p. 174 - 8), “a síndrome do pânico é conhecida como transtorno da angústia ou da ansiedade constituída de ataques persistentes”. E para Scarpato (2007, p. 02) “é caracterizada pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico acompanhados de algum sintoma específico”.

Na definição de Síndrome do Pânico (SP), um autor complementa a discussão do outro, e sempre tendo o mesmo enfoque, que é o “ataque”, o qual caracteriza o pânico. Portanto, estes autores citam que esta síndrome, além de ser chamada de síndrome da angustia ou da ansiedade, traz o ataque como principal indício de uma evolução para a doença. É de extrema importância para nós, conhecermos esta síndrome, bem como todos os aspectos de sua evolução, afim de que, como profissionais, possamos identificar e saber o que se passa com nossos pacientes, sejam eles de uma Unidade da Básica da Saúde da Família (UBSF), de algum Setor Hospitalar (SH), ou, de uma Unidade de Atenção Psicossocial (UAP).

           

 

Como ocorre o ataque da Síndrome do Pânico

 

 

Segundo Gabbard (1998, p. 174-8), “estas crises se iniciam geralmente com um susto em relação a algumas sensações do corpo trazendo algumas alterações sensoriais”; e para Scarpato (2007, p. 03) “esta crise se inicia gradativamente podendo causar sensações disparadoras no organismo“

Como o que caracteriza esta síndrome são os ataques, devemos saber como eles acontecem. Analisando as citações, os autores falam que ao se iniciar a crise, o organismo sofre diversas alterações que podem acarretar inúmeros prejuízos na vida do paciente, dentre elas disfunções respiratórias, gastrintestinais, entre outras.

Saber identificar estes ataques leva o profissional de enfermagem a uma melhor interpretação e a um entendimento do que se está se passando no organismo do paciente. Com isso, torna-se mais coerente em conjunto com outros profissionais, chegar a um diagnóstico mais preciso.

            Sobre os ataques, Scarpato (2007, p. 04), cita “que se inicia depois dos 20 anos e a maioria são mulheres” e Bernik (2007, p. 82), cita que “a incidência em mulheres é duas vezes maior que em homens e que elas estão enquadradas na faixa de 20 a 40 anos”.

            Segundo Neto (2006), pesquisas realizadas nos Estados Unidos da América (EUA), demonstram que para cada 1000 indivíduos cerca de 1 a 3 são afetados pelo Transtorno do Pânico (TP). A incidência desta síndrome no mundo é muito diversificada; em países desenvolvidos, encontram-se praticamente os mesmos números. No Brasil, as estatísticas são inconclusivas, pôr não termos números evidenciados em pesquisas da SP, isto não significa que não existam casos ou que estes casos sejam insignificantes; apenas ainda não existe um estudo de caráter nacional que mostre a incidência ou a prevalência de casos diagnosticados no país.

Em consulta ao Centro de Apoio Psico-Social (CAPS) de um determinado município no interior do Ceará, verificou-se que, de cada 100 pacientes atendidos, 02 tinham síndrome do pânico; isto mostra que no Brasil precisa ser feita uma pesquisa a nível nacional, para se detectar sua incidência, mostrando que esta doença precisa ser vista como problema de saúde pública, e nós profissionais, devemos ter a iniciativa junto a órgãos competentes para investigar de forma ativa tal situação.

 

           

Sobre os sintomas e quadro clínico durante um ataque de pânico

 

 

Para Gabbard (1998, p. 174 - 8), os sintomas são “... palpitações, arritmias, taquicardias e dor no peito” e segundo Scarpato (2007, p. 03-04) os sintomas mais comuns são: taquicardia, perda do foco visual, falta de ar, dificuldade de respirar, formigamentos, vertigem, tontura, dor ou desconforto no peito, medo de perder o controle, sensação de irrealidade, despersonalização, medo de enlouquecer, sudorese, tremores, náuseas, desconforto abdominal, calafrios, ondas de calor, medo de desmaiar, sensação de iminência da morte, boca seca.

 

 

As citações demonstram bem aquilo que é sentido por um indivíduo com SP; e sob o olhar da enfermagem, isto traz evidente o que podemos encontrar no nosso ambiente de trabalho; pessoas que apresentam sintomas específicos de determinada doença, mas que na verdade aquele sintoma está ligado à mente. Caso ocorra uma associação destes sintomas com uma real alteração do organismo, estamos diante de um transtorno psicossomático associado à síndrome do pânico

 

 

 

Quanto ao tratamento da síndrome do pânico

           

Pode-se encontrar uma série de tentativas para o tratamento da síndrome do pânico; segundo Ballone (2006, p.15-16):

 

“devemos primeiro aprender a gerenciar as crises, diminuindo a intensidade e a incidência dos sintomas nas crises de pânico; modificar a relação da pessoa com as sensações do próprio corpo; restabelecer e desenvolver a capacidade de criar e sustentar conexões e vínculos com pessoas significativas, o que protege do desamparo e da ansiedade; e elaborar os processos psicológicos que estavam atuando quando as crises começaram e que mantém a pessoa em estado de pré-Pânico.”

 

 

Medidas como estas, facilitam antes de tudo, a própria atuação do paciente perante a terapêutica, pois aumenta seu entendimento e sua posterior capacidade de lutar contra ela. A atuação de uma equipe multiprofissional torna o tratamento mais eficaz diante de casos como estes; onde o enfermeiro, o psicólogo e o médico; atuando de forma integrada conseguem resultados mais eficazes.          

Fazem parte do tratamento da síndrome as terapêuticas medicamentosas, que em muitos casos, tem participação indispensável. Ballone (2006, p.15-16) cita que “o paciente deve saber que os sintomas ansiosos e físicos desaparecerão com o tratamento e que a base será sempre com antidepressivos”; e Scarpato (2007, p. 07), descreve que “Apesar dos sintomas desaparecerem paulatinamente após o primeiro mês de tratamento, a medicação deve ser continuada por um período longo, sob o risco dos sintomas reaparecerem caso o tratamento seja interrompido”.

Diante disso, vê-se a importância que tal mecanismo tem no tratamento da doença, mostrando que é um processo longo, que precisa ser seguido à risca, onde o paciente passa por diversos momentos de dúvida quanto à eficácia da medicação, levando-o muitas vezes ao abandono da mesma. Isso ocorre justamente devido ao tempo prolongado que o mesmo necessita usar, além de outras dúvidas oriundas a respeito dos antidepressivos, pois muitos têm medo de dependência e das reações que possam causar.

 

 

Tratamentos alternativos adicionais

 

 

         Outra forma de tratamento encontrada é a não medicamentosa, baseada principalmente na terapia cognitivo-comportamental, que segundo Andrade et al (2005), nos últimos anos estas terapias alternativas têm sido muito procuradas, devido a métodos mais simples, mais baratos que os medicamentos e em muitos casos de fácil acesso da população. Neste tipo, encontramos o relaxamento respiratório e muscular, a dessensibilização sintomática, a exposição interoceptiva e as estratégias cognitivas.

É muito importante o enfermeiro conhecer tais técnicas, seus métodos, bem como os locais onde se pode encontrar este tipo de tratamento, pois fica a critério do paciente optar por medicamento, por esta terapia ou por ambos; a nós, profissionais, cabe o dever de informar, orientar, planejar e participar com outros profissionais neste tipo de terapia, propondo meios para se buscar um total bem-estar daquele que busca tais alternativas a fim de solucionar seus problemas.

 

 

 

Quanto à prevenção

 

Segundo Spinelli (2006 p. 18 -19), “para prevenir as crises de pânico são incluídos exercícios regulares, para tentar melhorar a qualidade de vida através de uma boa alimentação, boa relação com as pessoas, e boa capacidade de liberar e externar as tensões”. É preciso neste momento, que ocorra uma interação multiprofissional com educadores físicos, nutricionistas e psicólogos, para uma melhor elaboração no planejamento de exercícios e na qualidade da alimentação. 

 

 

 

 

Considerações finais

 

 

Após a realização do estudo com as referências citadas acerca do assunto pode-se constatar a importância dada pelos autores ao tema e a forma como este deve ser tratado em nossa comunidade.  

            Quanto aos objetivos esperados, foram alcançados em parte, já que a literatura consultada não relata a situação do Brasil sobre a problemática; no entanto entendemos que a síndrome do pânico é caracterizada por crises sucessivas, que acomete pessoas jovens, muito produtivas e perfeccionistas; na faixa etária de 20 a 40 anos, podendo estar ou não associada com agorafobia, onde o tratamento para a tal envolve tanto a via medicamentosa, quanto a cognitivo-comportamental; concomitantemente com o apoio familiar que é essencial na sua evolução.

 

Espera-se que estes achados literários técnico-científicos venham estimular a curiosidade dos profissionais da área, para a realização de novos estudos a respeito do tema, observando que não existe no país um estudo a nível nacional que mostre a real dimensão da quantidade de pessoas acometidas por esta síndrome.

Para os profissionais de enfermagem é importante o conhecimento do tema, visto que de acordo com a literatura consultada, a cada dia surgem novos casos nos diversos grupos sociais do mundo moderno.  E como cuidadores, devemos estar sempre atentos e atualizados quanto ao surgimento das diversas patologias.

 

 

 

 

 

Referências

 

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Sobre os autores:


1. Anthunes Ambrósio Cavalcante é Enfermeiro e Pós-graduado em saúde Pública;

          E-mail: enfermeirunes@hotmail.com;


2. Erijackson de Oliveira Damião é Professor da Universidade Estadual da Paraíba –

          UEPB;

 

3. Albério Ambrósio Cavalcante é Fisioterapeuta, especialista em saúde Pública pela

    Universidade estadual do Ceará – UECE. E-mail:alberiobs@hotmail.com;

 
4. Caroline Teles Figueiredo é Enfermeira, especialista em saúde Pública pela

          Universidade estadual do Ceará – UECE. E-mail: caroltales@yahoo.com.br.

 

 

 

 

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